MEMÓRIA E INGENUIDADE

A Memória que alimentamos em nós é também  corpo.

E ao vestir esse corpo, com a proposta de uma coleção permanente, como a Respire é?

A Mergulhadora (o desenho) da nossa estampa é alvo constante de carinho real com os dedos alisando ela;  em plena produção, no corte das peças, os pedaços de tecido que saem e não serão a peça, são beijados em agradecimento;  o cachecol do casaco cachecol que venta, venta para provocar quem o está vestindo;  a roda da saia pregas quando se abre em giro anima o movimento de giro.

E na contagem do tempo... Quando nos deparamos com a menina da blusa Salto, já há 10 anos conosco, vemos ela em seu eterno movimento - monociclo, salto, cambalhota, flor para-quedas, e novamente monociclo... - notamos sua eterna ingenuidade.

Toda essa poesia que acontece e é cultivada preciosamente como fonte de afirmação em nossos processos de trabalho se tornou chão de segurança e força.

Ao longo dos anos, a poesia ganhou maturidade e consistência na Respire porque constrói a nossa história com uma memória leve, a memória de renascer ingênua todos os dias, ou seja, renascer livre e cegamente comprometida ao nosso propósito de vestir.